Na retirada de enxerto ósseo do ílio anterior, os nervos em risco são:
- glúteo superior e ilioinguinal.
- glúteo superior e cluneal superior.
- cutâneo femoral lateral e ilioinguinal.
- cutâneo femoral lateral e cluneal superior.
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Conceito-chave
A crista ilíaca (a borda de cima da bacia, que dá para sentir na cintura) é a fonte mais comum de enxerto ósseo retirado do próprio paciente. O enxerto pode ser retirado da parte da frente ou de trás da crista, e cada região tem os seus nervos em risco.
Na retirada anterior (perto da espinha ilíaca anterossuperior, a EIAS):
o nervo cutâneo femoral lateral, nervo de sensibilidade da frente e do lado da coxa, passa logo para dentro e para baixo da EIAS. Por isso, a incisão deve começar 2 a 3 cm atrás da espinha. A lesão causa dormência ou queimação na coxa (meralgia parestésica);
o nervo ilioinguinal (e o ílio-hipogástrico), que correm na parede do abdome junto à crista. Uma dissecção muito para dentro pode lesá-los, causando dor ou dormência na virilha.
Na retirada posterior:
os nervos cluneais superiores, que cruzam a crista alguns centímetros para fora da espinha ilíaca posterossuperior e dão sensibilidade à pele da nádega;
mais fundo, perto da incisura isquiática, o nervo glúteo superior e os vasos glúteos.
Outras complicações da retirada: a dor crônica no local é a mais comum; também pode haver fratura por arrancamento da EIAS (pela tração do músculo sartório) se o enxerto for retirado muito perto dela, hérnia pelo defeito e hematoma.
Na prova: na retirada de enxerto do ílio anterior, os nervos em risco são o cutâneo femoral lateral e o ilioinguinal.
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