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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (SBOT-SP)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoSBOT-SP

Na biomecânica do quadril, o stress shielding do fêmur é observado mais comumente no uso de componentes femorais

  1. címentados.
  2. não-cimentados de fixação distal.
  3. de titânio.
  4. de recapeamento (resurfacing).
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Gabarito: B · não-cimentados de fixação distal.

Conceito-chave

O stress shielding (desvio de carga) é a perda de osso que acontece quando a haste da prótese passa a carregar a força que antes passava pelo próprio fêmur. O osso que deixa de ser solicitado perde densidade, principalmente na parte de cima e de dentro do fêmur (o calcar).

O quanto isso acontece depende de onde a haste transfere a carga para o osso:

haste cimentada: o cimento reparte a carga ao longo de toda a haste, e o desvio é menor;

haste sem cimento com fixação proximal (presa na parte de cima, na metáfise): a carga continua entrando no osso na parte de cima, e o desvio é menor;

haste sem cimento com fixação distal (presa no corpo do osso, na diáfise): a haste, geralmente cilíndrica e com revestimento poroso ao longo de quase toda a superfície, trava na parte de baixo. A carga desce pela haste e "pula" a parte de cima do fêmur, que fica descarregada. É o tipo com maior stress shielding;

resurfacing: preserva o colo e mantém a carga na parte de cima do fêmur, com desvio mínimo.

Outros fatores que aumentam o desvio: haste mais grossa, material mais rígido (como o cromo-cobalto) e osso já fraco antes da cirurgia.

O titânio é menos rígido que o cromo-cobalto, e por isso causa menos stress shielding, e não mais.

Na prova: o stress shielding é mais comum com hastes sem cimento de fixação distal.

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