No exame físico do quadril, o teste de OBER positivo com o quadril em neutro é indicativo de uma contratura
- do glúteo máximo.
- da banda iliotibial.
- do glúteo médio.
- do reto femoral.
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Conceito-chave
O teste de Ober avalia se a banda iliotibial está encurtada. A banda iliotibial é uma faixa fibrosa grossa que desce pelo lado de fora da coxa, do quadril até o joelho, e recebe o músculo tensor da fáscia lata.
Como se faz:
o paciente deita de lado, com o lado a ser testado para cima;
a perna de baixo fica dobrada para estabilizar a bacia;
o examinador leva a perna de cima para fora e para trás (abdução e extensão), com o quadril em posição neutra, e então solta.
Interpretação:
normal: a perna cai em direção à mesa (adução);
positivo: a perna fica no ar, sem descer. Isso indica que a banda iliotibial e o tensor da fáscia lata estão encurtados e seguram a coxa afastada.
Manter o quadril em extensão ou neutro é importante, porque nessa posição a banda fica atrás do eixo do quadril e esticada, o que torna o teste confiável. Existe uma versão modificada com o joelho esticado.
Onde o teste ajuda: na dor do lado de fora do joelho de corredores (síndrome do atrito da banda iliotibial), no ressalto externo do quadril, na dor do trocânter e nas contraturas em abdução (como na poliomielite).
Outros testes de encurtamento: Thomas (iliopsoas), Ely (reto femoral), Phelps (grácil) e ângulo poplíteo (músculos de trás da coxa).
Na prova: o teste de Ober positivo indica contratura da banda iliotibial.
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