A osteonecrose da cabeça femoral classificada como FICAT e ARLET tipo 2 apresenta como achado patológico
- artrose acetabular.
- fratura subcondral, colapso e fragmentação da área necrótica.
- infarto na porção de carga.
- reparo espontâneo da área infartada.
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Conceito-chave
A osteonecrose da cabeça do fêmur é a morte de uma parte do osso da cabeça por falta de sangue. A classificação de Ficat e Arlet se baseia na radiografia, mas cada estágio corresponde a uma fase do que está acontecendo dentro do osso (a patologia):
Estágio I: aconteceu o infarto (a morte do osso) na região de carga, mas o organismo ainda não reagiu. A radiografia é normal; só a ressonância mostra a lesão.
Estágio II: o organismo inicia o reparo. Vasos novos tentam entrar na área morta, e forma-se uma zona de reação na fronteira entre o osso vivo e o morto. Na radiografia, isso aparece como áreas mais densas (esclerose), cistos e áreas mais claras.
Estágio III: o reparo falha mecanicamente. O osso logo abaixo da cartilagem fratura (o sinal do crescente), a cabeça afunda e a área necrosada se fragmenta.
Estágio IV: instala-se a artrose, com o acetábulo também afetado.
Por que o reparo leva à fratura? O osso novo vai sendo depositado sobre as trabéculas mortas (um processo chamado de substituição progressiva). Mas, na fronteira entre o osso vivo e o morto, o organismo também reabsorve osso, o que enfraquece a região logo abaixo da cartilagem. É justamente essa fragilidade que leva à fratura do estágio III.
Na prova: o achado patológico do estágio II de Ficat e Arlet é o reparo espontâneo da área infartada.
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