Na avaliação radiográfica da artrose do quadril, o tipo C de DORR apresenta maior perda óssea nas corticais
- medial e anterior.
- medial e posterior.
- lateral e anterior.
- lateral e posterior.
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Conceito-chave
A classificação de Dorr descreve o formato do fêmur proximal na radiografia. Ela ajuda o cirurgião a escolher se a haste da prótese será cimentada ou não. Os tipos:
Tipo A, "taça de champanhe": as paredes do osso (as corticais) são grossas e o canal é estreito e afunilado para baixo. Típico de homens jovens com osso de boa qualidade. Aceita bem hastes sem cimento.
Tipo B: intermediário, com alguma perda de osso nas paredes de dentro e de trás.
Tipo C, "chaminé": as corticais são finas e o canal é largo e reto, como uma chaminé. A perda de osso é acentuada nas paredes medial (de dentro) e posterior (de trás). Típico de idosos e mulheres com osteoporose. Nesses casos, costuma-se preferir a haste cimentada.
Por que medial e posterior? Com a idade e a osteoporose, o afinamento do osso é mais evidente no calcar (a parede de dentro, logo abaixo do colo) e na parede de trás. Na radiografia de perfil, a parede de trás fina aparece como perda do contorno posterior.
O índice canal-calcar quantifica isso: divide-se o diâmetro do canal 10 cm abaixo do trocânter menor pelo diâmetro na altura do trocânter menor. Quando passa de 0,75, o fêmur é do tipo C.
Implicação: no fêmur tipo C, uma haste sem cimento tem mais risco de fraturar o osso durante a cirurgia e de afundar depois.
Na prova: no tipo C de Dorr, a maior perda óssea é nas corticais medial e posterior.
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