A fratura periprotética do fêmur tipo B2 de VANCOUVER, após artroplastia de quadril, tem como tratamento preferencial a
- manutenção da haste e osteossíntese com placa bloqueada.
- manutenção da haste e osteossíntese com placa bloqueada e fios de cerclagem.
- revisão com troca por componente femoral mais longo cimentado.
- revisão com troca por componente femoral mais longo não-cimentado.
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Conceito-chave
Na classificação de Vancouver das fraturas do fêmur ao redor de uma prótese de quadril, o tipo B2 é a fratura ao redor da haste em que a haste está solta, mas o osso de cima ainda é aceitável.
Como o problema principal é a haste solta, só fixar a fratura não adianta: o tratamento é a revisão, trocando a haste por uma mais longa, que passe além da fratura (pelo menos duas vezes a largura do osso) e se fixe na parte de baixo do fêmur, que está íntegra.
Por que a haste deve ser não cimentada? Se o cirurgião usasse cimento num fêmur quebrado, o cimento, empurrado sob pressão, vazaria pelas frestas da fratura. Ele ficaria entre os fragmentos e impediria a consolidação do osso, além de atrapalhar a fixação da fratura com cabos ou placas. Por isso, a preferência é por uma haste longa sem cimento, que se prende por pressão na parte íntegra do osso, abaixo da fratura. Existem dois tipos principais:
hastes cônicas com estrias, que encaixam firme em poucos centímetros do canal;
hastes cilíndricas com revestimento poroso ao longo de toda a superfície, para o osso crescer sobre elas.
Os fragmentos de cima são reduzidos e presos com cabos em volta do osso (cerclagens), e às vezes se acrescenta uma placa ou enxerto.
Em pacientes muito idosos e frágeis, com osso muito ruim, alguns cirurgiões ainda usam hastes longas cimentadas com técnicas especiais, mas essa não é a regra.
Na prova: Vancouver B2 se trata com revisão por haste mais longa não cimentada.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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