A infecção da artroplastia do quadril
- é positiva com 3 critérios menores
- tem sempre secreção purulenta de ferida cirúrgica
- não tem correlação com o peptídeo alfa defensiva 1
- pode ser positiva com 1 cultura positiva de líquido periprotético
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Conceito-chave
A infecção de uma prótese de quadril nem sempre é óbvia. Muitas vezes não há pus nem febre, só dor e uma prótese que se solta cedo. Por isso foram criados critérios para fechar o diagnóstico. Os mais conhecidos são os da MSIS (Sociedade de Infecção Musculoesquelética), de 2013, que dividem os achados em maiores e menores.
Critérios maiores (basta um para confirmar):
uma fístula (um trajeto aberto) que comunica a prótese com a pele;
duas culturas positivas para o mesmo germe.
Critérios menores (são necessários três ou mais):
VHS e PCR (exames de sangue de inflamação) elevadas;
muitos glóbulos brancos no líquido da articulação, ou esterase leucocitária positiva na fita;
alta porcentagem de neutrófilos no líquido;
exame do tecido ao microscópio com muitos neutrófilos;
uma cultura positiva.
Repare que uma única cultura positiva é apenas critério menor: sozinha, ela pode ser contaminação.
Outros marcadores ganharam espaço depois, como a alfa-defensina no líquido da articulação, que tem ótimo desempenho e foi incorporada aos critérios mais recentes.
Na prática, infecções por germes de baixa virulência podem dar só dor e soltura precoce, sem pus. Por isso, diante de uma prótese dolorosa ou que se soltou cedo, sempre se investiga infecção. Se possível, o antibiótico é suspenso por algumas semanas antes de puncionar o quadril.
Na prova: a infecção da prótese pode ser confirmada com três critérios menores.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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