Na artroplastia do quadril
- o desgaste volumétrico é sempre maior na cabeça de metal
- o uso de uma maior cabeça femoral gera um menor desgaste
- a cerâmica é isenta de complicações em seu par tribológico Cr/Cr
- o polietileno crosslinked sofre menos oxidação e menos desgaste
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Conceito-chave
Na prótese de quadril, a cabeça gira dentro de um forro, e o atrito entre as duas superfícies (o par tribológico) gera desgaste. As partículas de desgaste, principalmente as de polietileno, provocam uma reação do organismo que destrói o osso ao redor (a osteólise) e acaba soltando a prótese. Por isso, diminuir o desgaste é um dos grandes objetivos da artroplastia.
O polietileno de alta reticulação (crosslinked) foi uma das grandes evoluções:
na primeira geração, o polietileno é irradiado, o que cria ligações cruzadas entre as cadeias do plástico e reduz muito o desgaste. Porém, a irradiação deixa radicais livres, que reagem com o oxigênio (oxidação) e deixam o material frágil com o tempo;
na segunda geração, tratamentos térmicos ou a adição de vitamina E neutralizam esses radicais livres. O resultado é menos desgaste e menos oxidação.
Esse material permitiu usar cabeças maiores com segurança e reduziu muito a osteólise.
Os pares mais usados:
metal ou cerâmica contra polietileno reticulado: o padrão atual, previsível;
cerâmica contra cerâmica: desgaste mínimo, mas pode ranger e, raramente, fraturar;
metal contra metal: liberava íons metálicos e causava reações nos tecidos (pseudotumores), e foi abandonado.
Sobre o tamanho da cabeça: no polietileno convencional, uma cabeça maior percorre mais distância a cada passo e gera mais desgaste. Com o polietileno reticulado, esse efeito ficou pequeno.
Na prova: o polietileno crosslinked sofre menos oxidação e menos desgaste.
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