Na artroplastia total de quadril, a ossificação heterotópica ocorre com maior frequência no acesso
- anterior
- posterior
- trocantérico
- póstero-lateral
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Conceito-chave
A ossificação heterotópica é a formação de osso de verdade dentro dos músculos e das partes moles ao redor do quadril, onde não deveria haver osso. Depois de uma artroplastia, ela aparece como uma resposta ao trauma cirúrgico: células do músculo lesado entram em contato com fragmentos de osso fresado e com o hematoma e passam a fabricar osso. Ela é graduada pela classificação de Brooker, de I a IV. Na maioria das vezes não dá sintomas; só os graus mais altos (III e IV) costumam limitar o movimento.
Fatores de risco:
do paciente: ter tido ossificação heterotópica antes (o maior de todos), espondilite anquilosante, hiperostose esquelética difusa, sexo masculino e artrose com muitos osteófitos;
da cirurgia: o acesso usado (nas séries comparativas, as vias anteriores e anterolaterais aparecem com incidência maior que a via posterior), a osteotomia do trocânter, a lesão muscular extensa, os restos de osso deixados no campo e o hematoma.
Prevenção nos pacientes de alto risco:
um anti-inflamatório, a indometacina, por cerca de uma a duas semanas;
ou radioterapia em dose única, logo antes ou logo depois da cirurgia;
e cuidados técnicos: lavar bem os restos de osso, controlar o sangramento e respeitar o músculo.
Tratamento: retirar o osso só nos casos graves com sintomas, depois que ele amadureceu (em geral 6 a 12 meses), sempre com prevenção para que não volte.
Na prova: entre as opções, a ossificação heterotópica é mais frequente na via anterior.
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