Nas próteses cimentadas e não cimentadas do quadril, a área de maior diminuição da densidade mineral óssea no fêmur, ocorre na região cortical
- distal e lateral
- distal e medial
- proximal e lateral
- proximal e medial
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Conceito-chave
O osso é um tecido vivo que se adapta à carga: ele se mantém forte onde é solicitado e perde densidade onde deixa de receber carga. Essa ideia é conhecida como lei de Wolff.
Numa artroplastia do quadril, a haste colocada dentro do fêmur é mais rígida que o osso. Quando ela está bem fixa, parte da carga que antes passava pela parte de cima do fêmur passa a descer pela haste, direto para a parte de baixo. O osso da parte de cima fica "protegido" da carga e, sem ser solicitado, perde densidade. Esse fenômeno se chama stress shielding (desvio, ou blindagem, de carga).
Onde a perda é maior? Na região proximal e medial do fêmur, chamada de calcar, logo abaixo do colo, do lado de dentro. Na divisão do fêmur em zonas usada para avaliar próteses (as zonas de Gruen), essa é a zona 7. A região proximal e lateral (zona 1, perto do trocânter) também perde densidade, mas menos.
Já na parte de baixo, perto da ponta da haste, o osso continua recebendo carga e pode até engrossar (hipertrofia da cortical).
O que aumenta o stress shielding: hastes muito rígidas (de cromo-cobalto) e grossas, hastes que se fixam principalmente na parte de baixo e osso já fraco antes da cirurgia.
O que diminui: hastes mais flexíveis (de titânio), com formato e revestimento que favorecem a fixação na parte de cima do fêmur.
Na prova: a maior perda de densidade óssea ocorre na cortical proximal e medial (o calcar, zona 7 de Gruen).
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