Na osteonecrose da cabeça femoral, a anastomose microcirúrgica realizada na técnica do enxerto vascularizado de fíbula é entre as artérias fibular e
- femoral.
- glútea inferior.
- glútea superior.
- circunflexa femoral lateral.
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Conceito-chave
Na osteonecrose da cabeça do fêmur, uma área do osso morre por falta de sangue. Em pacientes jovens, antes que a cabeça afunde, uma das opções é o enxerto vascularizado de fíbula: um pedaço da fíbula (o osso fino da perna) é retirado junto com sua artéria e suas veias e colocado dentro da cabeça do fêmur, com os vasos reconectados.
O enxerto faz três coisas ao mesmo tempo:
descomprime a cabeça, porque é preciso abrir um túnel até ela;
sustenta o osso logo abaixo da cartilagem, como um pilar;
leva sangue novo para dentro da cabeça, porque o osso transplantado continua vivo.
Como é feito: a fíbula é retirada com sua artéria, a artéria fibular (ou peroneira). Pelo lado de fora da coxa, abre-se um túnel que atravessa o colo até logo abaixo da cartilagem da cabeça, e a fíbula é encaixada ali. Em seguida, com microcirurgia, a artéria fibular é costurada a um vaso da coxa: o ramo ascendente da artéria circunflexa femoral lateral.
Por que esse vaso? Ele fica no mesmo campo cirúrgico do acesso pelo lado de fora da coxa e tem calibre compatível com a artéria fibular. Usar a artéria femoral (o tronco principal) arriscaria a circulação de toda a perna sem necessidade.
Limitações: é uma cirurgia longa e exigente, e a retirada da fíbula pode causar dor e fraqueza na perna doadora. Funciona melhor em pacientes jovens com lesões ainda sem colapso, ou com colapso pequeno.
Na prova: no enxerto vascularizado de fíbula, a anastomose é entre a artéria fibular e a circunflexa femoral lateral.
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