O centro de rotação do quadril protético quando superior e lateral afeta as forças geradas sobre
- o implante.
- os abdutores.
- o osso periacetabular.
- os ligamentos anteriores.
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Conceito-chave
Na artroplastia do quadril, a posição em que a taça é colocada define o centro de rotação da articulação, e isso muda as forças que passam pela prótese.
Lembre da gangorra do quadril em apoio numa perna só: de um lado, o peso do corpo, que age a partir do centro do corpo; do outro, os músculos abdutores, que se prendem no trocânter maior. A cabeça do fêmur é o ponto de apoio. Quanto maior o braço do peso do corpo em relação ao braço dos abdutores, maior a força que atravessa a articulação.
O que acontece com o centro de rotação alto e lateral?
Lateralizar (levar para fora) alonga o braço do peso do corpo;
subir o centro muda a linha de ação dos abdutores e diminui a eficiência deles.
O resultado é que a força resultante que atravessa a prótese aumenta. A consequência clínica que importa é a maior carga sobre o implante, com mais soltura (principalmente da taça) e mais desgaste.
Isso tem uma aplicação prática na displasia e nas revisões, quando nem sempre é possível colocar a taça no lugar anatômico. Nesses casos, prefere-se subir o centro mas mantê-lo medial (o chamado centro alto medializado), que altera pouco as forças. O pior cenário é o centro alto e lateral.
Pelo mesmo mecanismo, os abdutores também precisam fazer mais força. Mas o que falha e encurta a vida da artroplastia é o implante.
Na prova: o centro de rotação alto e lateral aumenta as forças sobre o implante.
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