Na artroplastia total do quadril displásico dos tipos 3 e 4 de CROWE, a principal complicação neurológica é a lesão do nervo
- femoral.
- pudendo.
- obturatório.
- isquiático.
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Conceito-chave
Na displasia do quadril grave do adulto, a cabeça do fêmur pode ter saído do acetábulo e subido pela bacia. A classificação de Crowe mede o quanto a cabeça subiu:
Crowe I: subluxação de menos de 50%;
Crowe II: entre 50% e 75%;
Crowe III: entre 75% e 100%;
Crowe IV: mais de 100%, ou seja, uma luxação alta, com a cabeça bem acima do acetábulo verdadeiro.
O problema na artroplastia: para colocar a taça no acetábulo verdadeiro (o lugar certo), o cirurgião precisa descer o fêmur vários centímetros. Isso alonga o membro de uma vez, e os nervos que estavam acostumados a uma perna mais curta são esticados.
O nervo que menos tolera esse estiramento é o nervo isquiático (ou ciático), o grande nervo da parte de trás da coxa. Dentro dele, a divisão fibular é a mais vulnerável: ela é mais presa na saída da bacia e tem menos tecido protetor. A lesão causa o pé caído, a incapacidade de levantar a ponta do pé.
Como prevenir:
limitar o alongamento feito de uma vez (em geral, poucos centímetros);
quando é preciso descer muito o fêmur, fazer uma osteotomia de encurtamento do fêmur logo abaixo do trocânter, que permite colocar a cabeça no lugar sem esticar o nervo;
testar a tensão do nervo no fim da cirurgia e, em casos selecionados, monitorar a função do nervo durante a operação.
Na prova: na artroplastia do quadril displásico Crowe III e IV, a principal lesão nervosa é do isquiático.
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