As fraturas periprotéticas do fêmur classificadas como B2 (VANCOUVER) têm como tratamento preferencial a:
- imobilização e repouso
- fixação in situ com fios ou cabos de cerclagem
- redução aberta e osteossíntese com placa bloqueada
- revisão com troca por componente femoral mais longo
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Conceito-chave
As fraturas periprotéticas do fêmur que acontecem depois de uma artroplastia do quadril são classificadas pela classificação de Vancouver. O tipo B é a fratura ao redor da haste, e é dividido conforme duas perguntas: a haste está firme ou solta? E como está o osso?
B1: haste firme, osso bom. Basta fixar a fratura, geralmente com placa bloqueada e cabos em volta do osso (cerclagens).
B2: haste solta, mas osso ainda bom. O problema principal não é só a fratura: a haste perdeu a fixação. Por isso o tratamento é a revisão, trocando a haste por outra mais longa, que passe além da fratura e se fixe na parte de baixo do fêmur, que está íntegra.
B3: haste solta e osso ruim, com muita perda óssea. Precisa de revisão com enxertos, às vezes com osso de banco ou com próteses especiais.
Por que não basta fixar a fratura no B2? Porque a haste continuaria solta dentro do osso, e o conjunto voltaria a falhar. A haste nova deve ultrapassar o traço da fratura em pelo menos duas vezes a largura do osso.
Como saber se a haste está solta? Pelas radiografias antigas (afundamento da haste ou uma linha escura ao redor dela), por dor na coxa antes da queda, por um traço de fratura que passa pela interface entre o osso e o implante, e pelo teste da estabilidade durante a cirurgia.
Na prova: Vancouver B2 se trata com revisão por uma haste mais longa.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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