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Questão de Dor peritrocantérica e tendinopatias (TARO 2016)

QuadrilDor peritrocantérica e tendinopatiasTARO 2016

A ruptura do tendão do glúteo médio é mais frequente em

  1. Homens acima de 50 anos de idade
  2. mulheres acima de 50 anos de idade
  3. homens abaixo de 50 anos de idade
  4. mulheres abaixo de 50 anos de idade
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Gabarito: B · mulheres acima de 50 anos de idade

Conceito-chave

O glúteo médio e o glúteo mínimo são os principais abdutores do quadril, os músculos que afastam a coxa da linha média e, mais importante, mantêm a bacia nivelada quando apoiamos numa perna só. Seus tendões se prendem no trocânter maior, a saliência do lado de fora do quadril.

Esses tendões funcionam de forma muito parecida com o manguito rotador do ombro, e por isso o conjunto é chamado de "manguito rotador do quadril". Assim como no ombro, as lesões são principalmente degenerativas: o tendão vai se desgastando com os anos até se romper.

Quem tem: principalmente mulheres acima de 50 anos, numa proporção bem maior que a dos homens. Algumas explicações: a bacia feminina é mais larga, o que aumenta a carga sobre os abdutores, e a queda dos hormônios femininos na menopausa parece afetar a qualidade do tendão.

Quadro clínico:

dor do lado de fora do quadril, que piora ao deitar sobre aquele lado e ao subir escadas;

fraqueza para afastar a coxa;

nas lesões grandes, a bacia cai para o lado oposto ao andar (sinal de Trendelenburg).

Por muitos anos esses pacientes são tratados como "bursite trocantérica", mas na maioria das vezes o problema está no tendão. A ultrassonografia ou a ressonância confirmam.

Tratamento: fisioterapia com fortalecimento e perda de peso. Infiltrações repetidas de corticoide devem ser evitadas, porque enfraquecem o tendão. Nas rupturas com sintomas que não melhoram, faz-se o reparo cirúrgico, aberto ou por endoscopia.

Na prova: a ruptura do glúteo médio é mais frequente em mulheres acima de 50 anos.

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