Na fratura periprotética intra-operatória do fêmur após artroplastia total do quadril, a classificação de VANCOUVER tipo B1 significa:
- fratura sem desvio da diáfise
- perfuração cortical da diáfise
- perfuração cortical da metáfise
- fratura sem desvio da metáfise
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Conceito-chave
Uma fratura periprotética é uma fratura do osso ao redor de uma prótese. No fêmur, ela pode acontecer durante a cirurgia, principalmente quando o cirurgião encaixa uma haste sem cimento, que precisa entrar sob pressão no canal do osso. O risco é maior com osso fraco (osteoporose), em revisões e quando o fêmur já tem alguma deformidade.
A classificação de Vancouver tem duas versões: uma para as fraturas que aparecem depois da cirurgia, e outra para as que acontecem durante ela (a classificação intraoperatória, de Masri e Duncan). A questão trata desta última.
Ela combina uma letra e um número:
A letra diz onde:
A: na metáfise proximal, a parte de cima do fêmur, alargada;
B: na diáfise, o corpo do osso, ao longo da haste;
C: abaixo da ponta da haste.
O número diz o tipo de dano:
1: perfuração da cortical (a parede do osso);
2: fratura sem desvio;
3: fratura desviada ou instável.
Assim, B1 é uma perfuração cortical na diáfise.
A conduta acompanha a gravidade: nas perfurações, coloca-se enxerto no orifício e usa-se uma haste que passe além dele; nas fraturas sem desvio, amarra-se o osso com cerclagens (fios ou cabos em volta); nas desviadas, reduz-se e fixa-se a fratura, geralmente com haste longa.
Na prova: Vancouver intraoperatória B1 é perfuração cortical da diáfise.
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