Na necrose asséptica da cabeça do fêmur, a osteotomia proximal do fêmur tem melhor indicação:
- nas lesões pós traumáticas
- nos estágios 1 e 2 de FICAT e ARLET
- nos pacientes com idade inferior a 65 anos
- nas lesões menores que 50% da cabeça femoral
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Conceito-chave
A necrose avascular (ou osteonecrose) da cabeça do fêmur é a morte de uma parte do osso da cabeça por falta de sangue. A área morta perde resistência e, com o tempo, afunda (colapso), deformando a cabeça e levando à artrose. Acontece sobretudo em adultos jovens, associada a uso de corticoide, álcool e traumas.
Uma das opções para pacientes jovens é a osteotomia do fêmur proximal. A ideia é girar ou inclinar a parte de cima do fêmur para que a área necrosada saia da região que recebe peso, e uma área de osso sadio passe a sustentar a carga. Existem osteotomias que mudam o ângulo (flexão, varo ou valgo) e outras que giram a cabeça (como a de Sugioka).
Para isso funcionar, a lesão precisa ser pequena. Se a necrose ocupa mais da metade da cabeça, não sobra osso sadio suficiente para colocar na área de carga, e a osteotomia falha. Por isso a melhor indicação é a lesão menor que 50% da cabeça.
Outros critérios do bom candidato: paciente jovem (geralmente abaixo de 40 a 45 anos), colapso ausente ou pequeno, sem artrose, e uma causa que não continue agindo (por exemplo, quem não vai precisar manter o corticoide).
Como se escolhe o tratamento:
antes do colapso, com lesão pequena: descompressão do núcleo (perfurar a cabeça para aliviar a pressão e estimular a reparação), às vezes com enxerto;
colapso pequeno, lesão menor que metade da cabeça, paciente jovem: osteotomia ou enxerto vascularizado de fíbula;
colapso extenso ou artrose: artroplastia.
Na prova: a osteotomia na osteonecrose da cabeça femoral é mais bem indicada nas lesões menores que 50% da cabeça.
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