No pé torto congênito que recidiva após correção completa, a investigação deve buscar
- disrafismo espinal oculto.
- displasia do quadril.
- coalizão tarsal.
- torção tibial interna.
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Conceito-chave
Nem todo pé torto que volta é igual. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 19 (Disorders of the Foot, Congenital Talipes Equinovarus) (p. 731) separa dois cenários, e a conduta depende de qual deles está na frente do médico.
Persistência, o caso mais comum. A maioria das chamadas recidivas é, na verdade, persistência: a deformidade nunca foi totalmente corrigida (navicular mal reduzido, equino residual) ou a órtese foi abandonada. Nesses pés, a explicação está no próprio tratamento, e o caminho é novo gesso, órtese bem usada ou cirurgia seletiva.
Recidiva verdadeira, o sinal de alerta. Quando o pé estava completamente corrigido e volta a deformar, o livro manda pensar em causa neurológica, como o disrafismo espinal oculto, e investigar com eletrofisiologia e ressonância magnética. O raciocínio é muscular: um pé corrigido só se deforma de novo se alguma força o puxar, e um desequilíbrio neurológico progressivo (medula presa, por exemplo) cria essa força, enfraquecendo uns músculos e deixando outros sem oposição.
O que mais o capítulo diz. Como cada cirurgia soma rigidez, o Tachdjian aceita deformidade residual até cerca de 10 anos para fazer uma correção óssea única, e a reoperação gira em torno de 10%.
A diferença na prática. Persistência se trata; recidiva verdadeira se investiga antes de tratar, porque operar o pé sem tratar a causa neurológica leva a nova deformidade.
Por que esta questão foi criada. O TARO 2021 cobrou a recidiva precoce, tratada com gesso; a recidiva depois de correção completa é a outra ponta do tema e exige um raciocínio diferente, que a prova ainda não cobrou.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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