Na radiografia em perfil com dorsiflexão forçada do pé torto congênito, o ângulo talocalcâneo tende a
- aproximar-se de zero.
- ficar entre 25 e 50 graus.
- ultrapassar 50 graus.
- tornar-se negativo.
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Conceito-chave
A radiografia não é necessária no pé torto típico, mas quando é pedida a banca quer saber o que cada ângulo mostra. O sinal clássico é o paralelismo.
Quando radiografar. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 31 (Congenital Anomalies of the Lower Extremity, Congenital Clubfoot) (p. 1049 e 1050) reserva a imagem para o pé atípico, sindrômico ou resistente ao tratamento: AP com simulação de carga e perfil em dorsiflexão forçada.
O mecanismo do paralelismo. No pé normal, o calcâneo diverge do tálus, formando um ângulo talocalcâneo no perfil de 25 a 50 graus. No pé torto, o calcâneo girou para baixo e para dentro do tálus e ficou preso em equino; os dois ossos passam a apontar na mesma direção, e o ângulo cai até 0: é o paralelismo talocalcâneo. No AP, o mesmo giro diminui o ângulo talocalcâneo (normal de 30 a 55 graus).
Os outros ângulos.
- Tibiocalcâneo no perfil forçado: normal de 10 a 40 graus, negativo no pé torto, sinal do equino do calcâneo;
- Tálus e primeiro metatarso no AP: normal de 5 a 15 graus, negativo pelo aduto.
Por isso o valor negativo pertence ao tibiocalcâneo e ao tálus-primeiro metatarso, não ao talocalcâneo.
Um limite. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 19 (Disorders of the Foot, Congenital Talipes Equinovarus) (p. 719) mostra que, após boa correção não cirúrgica, os ângulos talocalcâneo e tibiocalcâneo em carga não predizem a recidiva entre 18 e 24 meses.
Por que esta questão foi criada. Nenhuma prova do acervo cobrou os ângulos radiográficos do pé torto; o paralelismo é o achado que resume a anatomia patológica numa imagem.
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