Na hemiplegia espástica, o tipo 1 de WINTERS caracteriza-se por
- equino no apoio e no balanço.
- flexão do joelho no apoio.
- acometimento do quadril.
- pé caído no balanço.
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Conceito-chave
A classificação de WINTERS organiza a marcha do hemiplégico espástico como uma escada que sobe da perna para o quadril. Cada degrau soma um nível ao anterior, e o tipo diz até onde a cirurgia precisa ir.
Os quatro tipos. No Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1422):
- tipo 1: pé caído no balanço, com dorsiflexão preservada no apoio;
- tipo 2: equino no apoio e no balanço, com possível hiperextensão do joelho;
- tipo 3: soma-se flexão aumentada do joelho no apoio;
- tipo 4: o quadril também entra.
O mecanismo do tipo 1. O problema é o dorsiflexor fraco, o tibial anterior, que não levanta o pé na fase de balanço. Não há contratura do tríceps sural: no apoio, o tornozelo dorsiflete normalmente. Por isso a conduta é diferente dos outros tipos: uma órtese tornozelo-pé resolve, e o alongamento do tríceps não tem papel, porque não há encurtamento a corrigir.
Do tipo 2 em diante. Aparece o equino verdadeiro, por gastrocsóleo espástico ou curto, e o recurvato do joelho vem do tendão de AQUILES curto no apoio (Tachdjian p. 1426). Os tipos 3 e 4 trazem o joelho e o quadril, e a cirurgia vira multinível.
O contexto. A hemiplegia responde por cerca de 30% dos casos, com discrepância de comprimento e o membro superior em geral mais acometido (Campbell p. 1232; Tachdjian p. 1422). Todos os hemiplégicos andam (Tachdjian p. 1428).
Por que esta questão foi criada. As provas cobram a definição de hemiplegia e sua assimetria; a classificação da marcha, que orienta o tratamento, ainda não tinha sido cobrada.
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