Na paralisia cerebral, a transferência de GREEN leva o flexor ulnar do carpo para o
- extensor ulnar do carpo.
- extensor próprio do indicador.
- extensor radial curto do carpo.
- extensor comum dos dedos.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A postura típica do membro superior espástico é cotovelo, punho e dedos fletidos com antebraço pronado (Tachdjian p. 1482). O punho fletido e desviado para o lado ulnar tira da mão a pega útil, e a transferência de GREEN resolve isso com uma única tacada.
O mecanismo. O flexor ulnar do carpo é o motor mais forte da flexão e do desvio ulnar do punho. Na espasticidade, ele mantém o punho fletido e ulnar. GREEN transfere esse tendão para o extensor radial curto do carpo (Tachdjian p. 1483). Com isso, a mesma força passa de deformante a corretora: deixa de fletir e desviar para ulnar e passa a estender o punho e a centralizá-lo.
Quem se beneficia. O melhor preditor de ganho é o uso voluntário da mão (Tachdjian p. 1481). O tipo motor pesa: músculo atetoide não serve de doador e a distonia é imprevisível (Tachdjian p. 1482); o Campbell lembra que as transferências não são confiáveis no atetoide e que a idade ideal fica entre 4 e 8 anos (p. 3424). Por isso o hemiplégico espástico é o candidato clássico, como o TARO 2009 cobrou.
O cuidado. Um músculo espástico continua espástico depois de transferido. A mesma lógica vale para a pronação: não se transfere o pronador redondo espástico sem atividade em fase (Tachdjian p. 1482), e a escolha entre liberar e reorientar segue a classificação de GSCHWIND e TONKIN (Campbell p. 3425).
Por que esta questão foi criada. As provas cobram o antebraço (GSCHWIND e TONKIN) e o padrão que se beneficia; o punho, com a transferência clássica, ainda não havia caído.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo