Na paralisia cerebral, a localização mais frequente das fraturas é o
- colo femoral.
- fêmur supracondiliano.
- diáfise da tíbia.
- úmero proximal.
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Conceito-chave
A fratura na criança com paralisia cerebral grave é frequentemente achada, não relatada: a criança não anda, nem sempre comunica dor, e a primeira pista é o choro na troca de fralda ou um joelho inchado.
Quem fratura. No Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1496), 66% das fraturas ocorrem em quadriplégicos. São crianças que não descarregam peso, com osso osteopênico pela falta de carga, frequentemente desnutridas e em uso de anticonvulsivantes. Contraturas fixas ajudam: uma alavanca longa sobre um joelho que não se move concentra a força.
Onde fratura. O mesmo trecho dá a localização: 74% no fêmur supracondiliano. O mecanismo é a soma da metáfise distal do fêmur, osso esponjoso e fino na criança que não anda, com contraturas em flexão do joelho e do quadril. Durante a fisioterapia, a mudança de posição ou o transporte, o fêmur funciona como braço de alavanca, e a força se concentra logo acima do joelho rígido.
O alerta clínico. Edema, calor e choro à manipulação na criança quadriplégica podem ser fratura e não infecção; vale radiografar o fêmur distal antes de pensar em outra causa.
O fio que liga ao resto do capítulo. Quanto mais alto o GMFCS, menos carga o esqueleto recebe. É o mesmo raciocínio que explica o deslocamento do quadril em 90% das crianças GMFCS 5 (Tachdjian p. 1463): osso e articulação se moldam pela carga que recebem.
Por que esta questão foi criada. O capítulo trata da fragilidade óssea na paralisia cerebral, e a prova ainda não cobrou o local típico, um dado de alto rendimento para quem atende esses pacientes no pronto-socorro.
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