Na paralisia cerebral, o tônus aumentado que não depende da velocidade do alongamento caracteriza a
- distonia.
- espasticidade.
- ataxia.
- atetose.
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Conceito-chave
Dois pacientes podem parecer igualmente duros ao exame e ter doenças opostas para o cirurgião. A diferença aparece quando se varia a velocidade do alongamento.
Espasticidade. É o distúrbio mais comum, cerca de 80% dos casos no Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 35 (Cerebral Palsy) (p. 1232). Vem do dano ao sistema piramidal, sobretudo ao córtex motor, que desinibe o arco reflexo de estiramento. O fuso muscular responde à velocidade: alongar rápido dá mais resistência que alongar devagar. É o tônus em canivete, que cede depois de um pico (Tachdjian p. 1421).
Distonia. Também é tônus aumentado, mas não depende da velocidade: a resistência é a mesma, rápido ou devagar, como dobrar um cano de chumbo, e não cede com alongamento lento e prolongado (Tachdjian p. 1421 e 1422). A lesão é extrapiramidal; o Campbell a agrupa com a atetose nas formas discinéticas (p. 1235).
Por que importa. A distinção decide a cirurgia. Nos puramente espásticos o resultado é previsível; na distonia, o alongamento recidiva cedo ou leva à deformidade oposta, e o resultado é imprevisível (Tachdjian p. 1422 e 1433). O teste à beira do leito é simples: mover o segmento devagar e depois rápido.
Os outros tipos. A ataxia é falta de coordenação por lesão cerebelar, sem hipertonia; a atetose é movimento serpenteante involuntário que piora na tentativa voluntária, por lesão dos gânglios da base (Tachdjian p. 1422).
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram a sede da atetose e da distonia; a distinção pelo exame do tônus, que é o que separa o paciente operável do imprevisível, ainda não tinha sido cobrada.
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