Na paralisia cerebral, a marcha com joelho rígido na fase de balanço é atribuída à atividade anormal do
- semitendíneo.
- gastrocnêmio.
- vasto medial.
- reto femoral.
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Conceito-chave
No balanço, o joelho precisa fletir para o pé passar sem arrastar. Quando ele fica duro, a criança tropeça, circunduz o quadril ou eleva a pelve; e a explicação está num músculo que cruza duas articulações.
O mecanismo. O reto femoral é a única cabeça do quadríceps que nasce na pelve: flete o quadril e estende o joelho. Na marcha normal, ele fica quieto no balanço inicial. Na paralisia cerebral espástica, dispara fora de fase, justamente quando o joelho deveria fletir, e o mantém estendido. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1426) atribui o joelho rígido no balanço ao reto femoral.
Como confirmar. O teste de DUNCAN-ELY se faz em prono: flete-se o joelho rapidamente e, se o reto é espástico, a nádega sobe porque o quadril é puxado em flexão (Tachdjian p. 1457; Campbell p. 1250).
O tratamento. A transferência do reto femoral para um flexor do joelho tira o extensor fora de fase e o transforma em ajudante; aumenta em média 16 graus a flexão no balanço, com melhor resultado nos GMFCS 1 e 2 (Tachdjian p. 1457 e 1458). Costuma entrar na cirurgia multinível junto com o alongamento distal dos isquiotibiais, porque o joelho que se estende melhor no apoio tende a ficar ainda mais rígido no balanço se o reto não for tratado. É cirurgia de quem anda: o ganho se mede na marcha e se concentra nos níveis funcionais mais altos.
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram o joelho do agachamento e o ângulo poplíteo; o outro padrão do joelho, o rígido no balanço, ainda não tinha caído.
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