Na paralisia cerebral, o tratamento cirúrgico preferido do hálux valgo sintomático é a
- osteotomia distal do metatarso.
- plicatura capsular medial.
- artrodese metatarsofalângica.
- osteotomia da falange proximal.
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Conceito-chave
O hálux valgo da paralisia cerebral não é o joanete da adulta com calçado apertado. É consequência de um pé inteiro em equinovalgo, e o tratamento tem de respeitar isso.
O mecanismo. No Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1451): o fibular longo espástico everte e abduz o pé, a tíbia em rotação externa empurra o hálux para fora a cada passo, e o joanete dói. O equinovalgo atinge até 42% dos diplégicos e 68% dos quadriplégicos (Tachdjian p. 1442), por isso o hálux valgo é deformidade do adolescente diplégico espástico, como o TARO 2013 cobrou.
Por que fundir. A força que deforma não para. Uma correção que depende de equilíbrio de partes moles, ou de um ângulo corrigido no osso com a articulação ainda livre, volta a ser empurrada pelo mesmo vetor. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 35 (Cerebral Palsy) (p. 1264) é direto: procedimentos só de partes moles quase sempre recidivam, e a fusão é a recomendação. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1451) prefere a artrodese metatarsofalângica (técnica de MCKEEVER), em 15 a 25 graus de dorsiflexão.
A condição. A artrodese só se mantém se as causas forem corrigidas junto: o valgo do retropé, a rotação externa da tíbia e o agachamento (Tachdjian p. 1451). O hálux é a ponta de uma cadeia que começa acima.
Por que esta questão foi criada. A prova já perguntou em quem o hálux valgo aparece; a conduta, que se afasta do raciocínio do hálux valgo comum, ainda não tinha sido cobrada.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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