Na paralisia cerebral, a transferência total do tibial posterior para o dorso do pé está associada ao
- pé equinovaro.
- pé calcaneovalgo.
- pé cavovaro.
- pé equinocavo.
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Conceito-chave
O equinovaro espástico, mais comum na hemiplegia, vem dos inversores vencendo os eversores: tibial posterior e tibial anterior contra os fibulares, com o gastrocnêmio somando o equino (Tachdjian p. 1438). A tentação é tirar o tibial posterior de onde ele atrapalha e levá-lo inteiro para o dorso. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1440) desaconselha.
O motivo. Um músculo espástico transferido não muda de comportamento: continua contraído, agora puxando para o lado oposto. Retirado o principal inversor e acrescentada uma força dorsiflexora e eversora, o pé passa do varo para o valgo e do equino para o calcâneo. O resultado é calcaneovalgo em até 68% dos casos (Tachdjian p. 1440), deformidade pior que a original.
As saídas que dividem a força. Em vez de transferir o músculo inteiro:
- alongamento intramuscular do tibial posterior no terço distal da perna;
- hemitransferência do tibial posterior de GREEN para o fibular curto, que exige atividade do músculo no balanço;
- hemitransferência do tibial anterior para o cuboide; junto com o alongamento do tibial posterior, é o procedimento RANCHO (Tachdjian p. 1440).
Quem decide qual tibial culpar é o exame: varo do retropé aponta o tibial posterior; supinação do antepé, o tibial anterior, confirmada pelo teste da confusão (Tachdjian p. 1439). A deformidade rígida pede osso (Tachdjian p. 1441).
Por que esta questão foi criada. O TARO 2024 cobrou o nome do procedimento RANCHO; a razão de se dividir o tendão em vez de transferi-lo todo ainda não havia sido cobrada.
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