Na paralisia cerebral, o calcâneo por hipercorreção após alongamento do tendão de AQUILES é mais frequente na
- diplegia espástica.
- hemiplegia espástica.
- monoplegia espástica.
- hemiplegia distônica.
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Conceito-chave
O lema do Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1438) resume o capítulo do pé: "um pouco de equino é melhor que qualquer calcâneo". O equino recidivado se trata de novo; o calcâneo derruba a marcha inteira.
Por que o calcâneo é tão ruim. O sóleo é o freio do avanço da tíbia no apoio. Alongado demais, deixa a tíbia cair para a frente; o joelho flete, o quadril flete, e nasce a marcha agachada. Na diplegia, os isquiotibiais e o iliopsoas já empurram nessa direção; sem o sóleo para segurar, o agachamento se instala.
Os números. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 35 (Cerebral Palsy) (p. 1256) dá a comparação direta: calcâneo por hipercorreção em 15% dos diplégicos contra 1% dos hemiplégicos. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1436 a 1438) acrescenta que o maior risco é o adolescente diplégico e que DIETZ encontrou agachamento em 41% dos diplégicos e 50% dos quadriplégicos após alongamento do tendão de AQUILES, e em nenhum hemiplégico.
O espelho. No hemiplégico a história é a oposta: a perna boa sustenta a marcha, o calcâneo é raro, e o problema é a recidiva do equino, 41% contra 18% dos diplégicos na série de RATTEY (Tachdjian p. 1437). Por isso, na diplegia, prefere-se a recessão do gastrocnêmio, mais proximal, e o tendão de AQUILES aberto fica para a contratura grave do sóleo e o não deambulador (Campbell p. 1256).
Por que esta questão foi criada. O TARO 2026 cobrou a relação entre a zona do alongamento e o agachamento; esta questão cobra em quem a complicação aparece, que é o que decide a técnica.
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