No teste de SILFVERSKIÖLD, a dorsiflexão do tornozelo que melhora com o joelho fletido indica encurtamento do
- sóleo.
- tibial posterior.
- fibular longo.
- gastrocnêmio.
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Conceito-chave
O equino é a deformidade mais comum do pé na paralisia cerebral: 70% das crianças, um quarto delas cirúrgicas (Campbell p. 1256). Antes de escolher a técnica, é preciso saber qual parte do tríceps sural está curta, e o teste de SILFVERSKIÖLD responde isso com a anatomia.
A anatomia que explica o teste. O gastrocnêmio nasce nos côndilos femorais, acima do joelho; cruza duas articulações. O sóleo nasce na tíbia e na fíbula, abaixo do joelho; cruza só o tornozelo. Quando o joelho é fletido, a origem do gastrocnêmio desce e ele afrouxa; o sóleo não muda.
A leitura. Pelo Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1434): se o tornozelo dorsiflete com o joelho a 90 graus, mas não com o joelho estendido, o gastrocnêmio está curto e o sóleo não. Se a dorsiflexão falha nas duas posições, o sóleo também está contraído.
A consequência cirúrgica. O teste escolhe a zona. Gastrocnêmio isolado se trata com recessão proximal (STRAYER na zona 1, VULPIUS e BAKER na zona 2), que preserva a potência de impulsão e tem risco desprezível de calcâneo, à custa de mais recidiva (Tachdjian p. 1435 a 1437). O alongamento do tendão de AQUILES, na zona 3, alonga também o sóleo e fica para a contratura grave dele (Campbell p. 1256). Errar o diagnóstico leva a alongar o sóleo sem necessidade e a abrir caminho para o agachamento.
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram as zonas e as técnicas de alongamento; o exame que indica qual zona operar ainda não tinha sido cobrado.
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