Na paralisia cerebral, o candidato ideal à rizotomia dorsal seletiva é a criança com
- tetraplegia distônica.
- hemiplegia atetoide.
- diplegia espástica pura.
- quadriplegia mista.
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Conceito-chave
A rizotomia dorsal seletiva reduz o tônus de forma permanente. Ela só tem sentido quando o problema é espasticidade, e só quando sobra força por baixo dela.
O mecanismo. A espasticidade depende de um arco reflexo desinibido: o fuso muscular envia estímulo aferente pelas raízes posteriores, e a medula, sem o freio cortical, responde com contração exagerada e dependente da velocidade. Secionando 25% a 50% das radículas posteriores de L2 a S2, diminui-se o estímulo aferente e o tônus cai (Tachdjian p. 1493 e 1494). A cirurgia não mexe nos gânglios da base; por isso não trata distonia nem atetose.
O candidato. Para o Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1494), o candidato é puramente espástico, sem contraturas fixas e sem fraqueza antigravitacional, idealmente com menos de 8 anos. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 35 (Cerebral Palsy) (p. 1240) desenha o retrato: criança de 4 a 8 anos, ex-prematura, com leucomalácia periventricular na ressonância, diplégica GMFCS II ou III. É o paciente cuja espasticidade esconde uma força útil.
O preço. Disestesias dolorosas em até 40%, bexiga neurogênica, subluxação do quadril (os flexores, de L1 e L2, ficam mais preservados que os extensores), hiperlordose, espondilólise e escoliose (Tachdjian p. 1494 e 1496). Quem tem tônus misto perde a espasticidade que o sustentava e fica com o distúrbio de movimento.
Por que esta questão foi criada. As provas cobram os tipos de distúrbio de movimento, mas não a consequência terapêutica deles: o tipo e a topografia decidem quem se beneficia de reduzir o tônus.
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