Na paralisia cerebral, a incidência de deslocamento do quadril nas crianças GMFCS III é de cerca de
- 41%.
- 15%.
- 69%.
- 90%.
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Conceito-chave
O quadril da paralisia cerebral não se desloca ao acaso: o risco sobe degrau por degrau com o GMFCS, e quem sabe a escada sabe quem vigiar.
O mecanismo. O quadril espástico não é uma displasia do desenvolvimento. Não há frouxidão; há desequilíbrio de forças. Adutores e flexores espásticos vencem extensores e abdutores e empurram a cabeça para fora do acetábulo com forças até 6 vezes maiores que as normais. Quanto menos a criança fica de pé e anda, menos carga fisiológica molda o acetábulo, mais a anteversão persiste e mais o colo fica valgo. Por isso o nível funcional prediz o quadril melhor que a forma topográfica (Tachdjian p. 1463 e 1464).
A escada de SOO. No Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 31 (Disorders of the Brain) (p. 1463), a incidência de deslocamento por nível é:
- GMFCS 1: 0%;
- GMFCS 2: 15%;
- GMFCS 3: 41%;
- GMFCS 4: 69%;
- GMFCS 5: 90%.
O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 35 (Cerebral Palsy) (p. 1240) resume os extremos: quase zero no nível I e 90% no V. Na criança que usa andador ou muletas, o risco já é de quase metade.
O que fazer com o número. O deslocamento costuma aparecer em torno dos 7 anos, silencioso. A vigilância australiana começa a radiografar aos 12 meses e encaminha ao ortopedista quando o índice de migração chega a 30% (Tachdjian p. 1466). Um GMFCS 3 não é "quase normal" para o quadril.
Por que esta questão foi criada. As provas cobram muito a definição de cada nível do GMFCS, mas ainda não cobraram o que ele prevê no quadril, que é a aplicação clínica mais importante da classificação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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