Após osteotomia valgizante da tíbia proximal, dor intensa à flexão plantar passiva dos dedos sugere
- paralisia do fibular.
- lesão do nervo tibial.
- trombose venosa profunda.
- síndrome compartimental.
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Conceito-chave
No pós-operatório de uma correção aguda do varo, o pé que não levanta pode ser um nervo ou pode ser um compartimento. A diferença está na dor, e ela decide se o próximo passo é observar ou operar.
A regra do Campbell. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 34) separa os quadros:
- perda de sensibilidade no dorso do pé e de dorsiflexão ativa, sem dor: paralisia do fibular comum;
- dorsiflexão diminuída e dor intensa à flexão plantar dos dedos: oclusão da artéria tibial anterior ou síndrome compartimental anterior.
O mecanismo vascular: a correção em valgo (do joelho varo) comprime a tibial anterior na membrana interóssea; a correção em varo a estira.
A conduta. Em todos os casos, tira-se o gesso, soltam-se os curativos da coxa aos dedos e volta-se o membro à posição pré-operatória. Na síndrome compartimental, se não melhorar de imediato, fasciotomia sem demora. Na oclusão arterial persistente, cirurgia vascular. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 18 (Tibia Vara) recomenda fasciotomia profilática dos compartimentos e vigilância neurovascular nas primeiras 48 horas.
Por que esta questão foi criada. A Ortopedia perguntou que músculo examinar antes e depois da correção; esta questão cobra como interpretar o exame alterado.
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