Na fasciotomia da perna da criança com síndrome compartimental, a fibulectomia é evitada pelo risco de
- valgo do tornozelo.
- pseudartrose da tíbia.
- lesão do nervo fibular.
- sinostose tibiofibular.
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Conceito-chave
A fibulectomia já foi proposta como forma de abrir os quatro compartimentos por uma só via. O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 29) é contra, sobretudo na criança: a maior parte da literatura não apoia o procedimento, e ele não deve ser feito no esqueleto imaturo.
O motivo é o crescimento. Sem a diáfise da fíbula, o fragmento distal que sobra pode migrar para cima, e o maléolo lateral perde a altura. O resultado é o valgo do tornozelo, que pode trazer instabilidade, alteração da marcha e até discrepância de comprimento.
O que o capítulo recomenda na síndrome compartimental da perna:
- abrir o gesso, a tala e o algodão em toda criança com dor que aumenta; se não aliviar, pensar na síndrome;
- com quadro clínico compatível, fasciotomia de urgência; se a pressão for medida, acima de 30 mm Hg no paciente sintomático;
- técnica de duas incisões: a anterolateral abre os compartimentos anterior e lateral; a medial abre o posterior superficial e o profundo (Fig. 29-33A); alguns centros usam uma incisão lateral perifibular, sem retirar a fíbula;
- feridas abertas, curativo a vácuo se útil, fechamento primário retardado ou enxerto de pele.
Sem tratamento, a síndrome deixa dedos em garra, joanete dorsal e perda do movimento subtalar pela contratura dos músculos do compartimento posterior profundo. Com tratamento, mesmo tardio, a maioria das crianças teve resultado bom ou excelente.
Por que esta questão foi criada. É o detalhe que separa a fasciotomia da criança da do adulto, e o mesmo raciocínio da fíbula aparece nas pseudartroses (fibulectomia de 1 cm para comprimir o foco).
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