Na instabilidade recorrente da patela em criança com a apófise da tuberosidade da tíbia aberta, a osteotomia da tuberosidade é evitada pelo risco de
- fratura da patela.
- lesão do nervo fibular.
- recurvato do joelho.
- artrose femoropatelar.
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Conceito-chave
A apófise da tuberosidade da tíbia é a parte anterior da fise proximal da tíbia. Mexer nela antes de fechar é pedir uma parada de crescimento só na frente: a parte de trás continua crescendo, e a tíbia proximal inclina para trás, o recurvato (genu recurvatum).
O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 28) descreve as osteotomias da tuberosidade do esqueleto maduro: medialização (ELMSLIE-TRILLAT), anteriorização (MAQUET) e anteromedialização (FULKERSON), e diz que elas são contraindicadas com a apófise aberta por esse risco. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed. (cap. 38) dá a mesma regra: na fise aberta, evitar procedimentos ósseos na tuberosidade.
O que se faz no imaturo:
- reconstrução do LPFM com fixação femoral distal à fise (a opção mais usada hoje);
- realinhamento distal de partes moles: ROUX-GOLDTHWAIT (metade lateral do tendão patelar passada por baixo e fixada medialmente) ou tenodese do semitendíneo de GALEAZZI, com resultados recentes menos favoráveis que os antigos;
- hemiepifisiodese medial do fêmur quando há valgo importante.
A osteotomia da tuberosidade volta à mesa na maturidade, com TT-TG acima de 16 a 20 mm.
Por que esta questão foi criada. É a regra que separa o realinhamento do adulto do da criança, e as provas cobram as fises em todo o capítulo.
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