Menino de 13 anos tem fratura espiral da diáfise da tíbia na junção dos terços médio e distal após torção no futebol. Segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, é correto:
- deve-se radiografar bem o tornozelo, porque cerca de 4,3% das fraturas da diáfise da tíbia têm fratura distal da tíbia associada, metade delas triplanares, e mais de um terço passou despercebida
- a radiografia da perna inteira, centrada na diáfise, basta para avaliar o tornozelo
- a associação com fratura distal é mais comum nas fraturas transversas da criança pequena
- fraturas triplanares nunca se associam a fraturas da diáfise
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Conceito-chave
Uma fratura chama a atenção, e a outra passa. O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 30) cita um estudo de 517 fraturas da diáfise da tíbia em crianças: 4,3% tinham fratura distal da tíbia do mesmo lado, e metade dessas eram triplanares. As diáfises com mais associação eram de pacientes mais velhos (12,7 anos contra 11), na junção dos terços médio e distal, com traço oblíquo ou espiral. 36% das fraturas distais associadas só foram descobertas na revisão dos prontuários.
O motivo é técnico: o capítulo lembra que uma radiografia centrada no meio da tíbia, incluindo joelho e tornozelo, piora muito a qualidade das incidências do tornozelo e não é recomendada. Diante de uma diáfise da tíbia, o tornozelo merece exame clínico e radiografias próprias (AP, pinça e perfil); a incidência da pinça é essencial, porque no AP a fíbula esconde o traço vertical do TILLAUX e do triplanar.
O cenário do caso (13 anos, terço distal, espiral, torção) é exatamente o de maior risco.
Por que esta questão foi criada. O triplanar é o tema mais cobrado do capítulo, e esta é a forma mais fácil de perdê-lo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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