Menina de 12 anos, semanas após fratura do calcâneo tratada com gesso, tem dor desproporcional, não deixa tocar no pé, pele acinzentada e fria e atrofia da panturrilha. Segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, é correto:
- é rara na criança e acomete sobretudo o membro superior, como no adulto
- o tratamento é bloqueio simpático precoce e repouso absoluto
- a criança responde pior à fisioterapia que o adulto e recidiva menos
- é síndrome dolorosa complexa regional, mais comum em meninas perto da puberdade e no membro inferior; trata-se com equipe multidisciplinar centrada na fisioterapia, e a recidiva é mais frequente, mas responde bem ao reinício do tratamento
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Conceito-chave
A síndrome dolorosa complexa regional (antiga distrofia simpático-reflexa) aparece depois de tratamento cirúrgico ou não de fraturas do pé, e o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 31) a descreve na criança:
O quadro. Dor desproporcional à lesão depois da fase aguda, difícil de controlar mesmo com opioide; a criança não apoia nem deixa examinar o pé, e até o toque leve da água dói. Sinais de disfunção autonômica: pele acinzentada, fria e úmida, menos pelos; atrofia da panturrilha pelo desuso; osteopenia em manchas na radiografia.
Quem. Há franco predomínio do membro inferior na criança: 73% com lesão do pé ou tornozelo numa série; 87% no membro inferior em outra (idade média 12,5 anos), 84% meninas, com 12 meses em média até o diagnóstico e 54% ainda com sintomas 3 anos depois. É mais comum em meninas, com pico na puberdade ou pouco antes.
Tratamento. Equipe multidisciplinar de dor (médico, psiquiatra ou psicólogo, fisioterapeuta, às vezes terapeuta ocupacional), com avaliação da escola e do contexto social. O foco é a função, com fisioterapia extensa no início; analgésicos (anti-inflamatórios, amitriptilina, gabapentina) para permitir a fisioterapia; bloqueios regionais nos graves. A criança responde melhor à fisioterapia que o adulto e precisa de menos remédio e procedimento; a recidiva é mais frequente, mas responde bem ao reinício.
Por que esta questão foi criada. É complicação das fraturas do pé e do calcâneo com perfil diferente na criança, bom para afirmativas trocadas.
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