Na artrodese cervical posterior alta de uma criança de 5 anos, segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, para proteger a artéria vertebral e evitar fusão indesejada, deve-se
- dissecar livremente o arco de C1 até o forame transverso, para ver a artéria
- expor todas as vértebras vizinhas, para aumentar a área de fusão
- preferir sempre os parafusos transarticulares C1-C2, que dispensam o estudo da artéria vertebral
- limitar a dissecção lateral do arco de C1 a 10 mm (8 mm abaixo de 2 anos, 12 mm nos maiores) e não expor vértebras fora da fusão
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Conceito-chave
A via posterior mediana é a mais usada para estabilizar a junção craniocervical da criança, e o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 21) resume as armadilhas dela numa tabela curta:
- fusão espontânea de toda vértebra exposta: na criança, o osso exposto tende a fundir; não expor vértebras fora do plano de artrodese;
- lesão da artéria vertebral na dissecção lateral de C1: limitar a dissecção lateral a 8 mm abaixo de 2 anos, 10 mm de 2 a 8 anos e 12 mm nas crianças maiores;
- correção insuficiente da lordose só por trás: considerar a artrodese anterior primeiro.
A artéria vertebral volta em outros pontos do capítulo. Os parafusos transarticulares C1-C2 (MAGERL) são biomecanicamente os mais fortes, mas uma artéria vertebral alta impede o parafuso em cerca de 11% dos casos, e o trajeto dela precisa ser estudado dos dois lados antes. A técnica de HARMS e MELCHER (massa lateral de C1 e pars ou pedículo de C2 com hastes) reduz esse risco e dispensa o arco posterior de C1 íntegro. E toda fratura ou subluxação de C1-C2, ou que atinja os forames transversos, pede angiotomografia.
Por que esta questão foi criada. É um detalhe técnico com números redondos por idade, do tipo que a banca transforma em questão.
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