Menino de 11 anos, após atropelamento, tem dor occipital persistente com radiografias normais e déficit isolado de um nervo craniano baixo. A tomografia mostra fratura do côndilo occipital com separação óssea de 3 mm e a ressonância, lesão ligamentar com sinais de instabilidade occipitoatlantoaxial. Segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, é correto:
- é TULI 2A, estável, tratada com colar rígido
- o nervo craniano em risco é o acessório, que passa por dentro do côndilo
- é TULI 2B, instável, em geral tratada com halo; o hipoglosso, cujo canal fica acima do terço médio do côndilo, é o nervo craniano em risco
- toda fratura do côndilo occipital exige artrodese occipitocervical
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Conceito-chave
A fratura do côndilo occipital é rara na criança e quase sempre aparece na tomografia de trauma; quem não faz tomografia pode passar sem diagnóstico. O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 21) dá os detalhes.
Quando pedir tomografia (TULI): déficit isolado de nervo craniano baixo, trauma craniano ou fratura da base do crânio associados, ou dor cervical persistente com radiografias normais. A radiografia simples raramente mostra o côndilo.
O nervo. O hipoglosso (XII) passa pelo canal do hipoglosso, acima do terço médio do côndilo, e é o nervo craniano que o capítulo aponta em risco. Os déficits de nervo craniano existem, mas são relativamente raros.
As classificações, que se usam juntas:
- ANDERSON e MONTESANO: I impacção (carga axial), II extensão da fratura da base do crânio, III avulsão pelo ligamento alar, que pode ser instável se a membrana tectória e o alar do outro lado também romperem;
- TULI: 1 sem desvio, estável; 2A desviada (2 mm ou mais de separação óssea) mas estável, sem sinal de instabilidade; 2B desviada e instável, com instabilidade occipitoatlantoaxial ou lesão ligamentar na radiografia, tomografia ou ressonância.
Tratamento. Estáveis (ANDERSON e MONTESANO I e II, TULI 1 e 2A): colar rígido. Instáveis (ANDERSON e MONTESANO III, TULI 2B): em geral halo. A artrodese occipitocervical é rara e só entra com luxação atlanto-occipital associada.
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram a luxação occipitocervical, mas não o côndilo; é a lesão vizinha que a banca pode usar com o mesmo cenário de trauma grave.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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