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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Criança de 6 anos com MONTEGGIA tipo III, luxação lateral pura da cabeça do rádio e fratura em galho verde da ulna proximal, tem a redução fechada concêntrica e estável. Segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, a imobilização deve ser

  1. gesso axilopalmar com molde em valgo e cotovelo a 100 a 110 graus de flexão; até 10 graus de angulação da ulna são aceitos na criança menor
  2. gesso em extensão completa com molde posterior, como no tipo II
  3. gesso com molde em varo e cotovelo a 45 graus
  4. tala curta, porque o galho verde da ulna é estável
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Gabarito: A · gesso axilopalmar com molde em valgo e cotovelo a 100 a 110 graus de flexão; até 10 graus de angulação da ulna são aceitos na criança menor

Conceito-chave

O tipo III de BADO nasce de uma força em varo: a ulna proximal dobra em galho verde com o ápice para fora e a cabeça do rádio sai para o lado. A redução, pelo Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 12), reverte o mecanismo: cotovelo em extensão, tração longitudinal e estresse em valgo sobre a ulna no foco; a cabeça costuma voltar sozinha ou com uma leve pressão lateral, às vezes com um clique palpável.

Na imobilização, o capítulo dá três detalhes:

  • molde em valgo, para impedir que a ulna volte ao varo que causou a lesão;
  • flexão conforme a direção da luxação: 100 a 110 graus na luxação lateral pura ou anterolateral, e 70 a 80 graus quando há componente posterolateral;
  • até 10 graus de angulação da ulna são aceitáveis na criança menor, desde que a cabeça esteja concêntrica e estável.

O antebraço costuma ficar em supinação, que tensiona o ligamento anular e a membrana interóssea; há autores que preferem neutro para não perder rotação. Como no AP do gesso é difícil ver a radiocapitelar na deformidade plástica, o teste de estabilidade com radioscopia antes do gesso é obrigatório. No tipo III, a interposição de partes moles é mais frequente, e a cirurgia chega a até 12% dos casos.

Por que esta questão foi criada. As provas cobraram o mecanismo do tipo III (SBOT-SP) e a imobilização do tipo II (TARO 2024); a imobilização do tipo III completa o quadro.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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