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Questão de Fraturas do antebraço e punho na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas do antebraço e punho na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre a síndrome compartimental nas fraturas-luxações de MONTEGGIA da criança, segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, é correto:

  1. é praticamente inexistente, porque a fratura da ulna costuma ser incompleta
  2. na série de KOPRIVA ocorreu em 15% dos casos, taxa maior que a da supracondiliana tipo III, e foi mais frequente com déficit neurológico antes da cirurgia e com haste intramedular no rádio do equivalente de MONTEGGIA
  3. só ocorre depois da reconstrução do MONTEGGIA crônico
  4. é prevenida pela imobilização em hiperflexão de 130 graus
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Gabarito: B · na série de KOPRIVA ocorreu em 15% dos casos, taxa maior que a da supracondiliana tipo III, e foi mais frequente com déficit neurológico antes da cirurgia e com haste intramedular no rádio do equivalente de MONTEGGIA

Conceito-chave

Quem pensa em síndrome compartimental na criança costuma lembrar da supracondiliana do úmero. O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 12) chama atenção para o MONTEGGIA: na série retrospectiva de KOPRIVA, com 59 pacientes, a síndrome compartimental ocorreu em 15%, taxa maior que a da supracondiliana tipo III.

Dois grupos tiveram mais síndrome compartimental aguda:

  • pacientes com déficit neurológico antes da cirurgia, sinal de trauma mais grave;
  • pacientes com haste intramedular no rádio num equivalente de MONTEGGIA, em que rádio e ulna estão quebrados perto um do outro e a manipulação soma lesão às partes moles.

O capítulo leva isso para a técnica: após a fixação aberta da ulna, se houver muito edema, liberar a fáscia do antebraço depois de fechar o periósteo; na reconstrução do MONTEGGIA crônico, os autores fazem fasciotomias profiláticas limitadas dos compartimentos volar e dorsal pela própria incisão. O gesso também conta: a flexão final varia de 90 a 110 graus conforme o edema, e não se força a hiperflexão num cotovelo inchado.

Por que esta questão foi criada. As provas do acervo não cobraram as complicações vasculares do MONTEGGIA; o número de KOPRIVA e a comparação com a supracondiliana são o tipo de dado que uma banca gosta de usar.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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