Adolescente com ombro flutuante: fratura desviada do terço médio da clavícula e fratura do colo da glenoide do mesmo lado. Segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, a fixação
- só da clavícula pode bastar, porque o ligamento coracoclavicular íntegro reduz o colo da glenoide por ligamentotaxia
- das duas fraturas é obrigatória, sempre pela via posterior
- do colo da glenoide basta, e a clavícula se trata com tipoia
- é contraindicada; o ombro flutuante é sempre tratado com tipoia
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Conceito-chave
O ombro flutuante é a combinação de uma fratura da clavícula com uma fratura do colo da glenoide (ou da diáfise do úmero) do mesmo lado: o ombro fica solto do tronco dos dois lados.
O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 20) diz que, no ombro flutuante com fratura desviada do terço médio da clavícula e fratura do colo da glenoide, a fixação só da clavícula pode bastar: o ligamento coracoclavicular íntegro liga a clavícula ao coracoide, que faz parte da escápula, e, ao restaurar a clavícula, ele puxa e reduz o colo da glenoide por ligamentotaxia. O mesmo vale para o ombro flutuante com fraturas do colo da glenoide, do terço médio da clavícula e da espinha da escápula: fixando a clavícula e a espinha, os ligamentos coracoclavicular e coracoacromial íntegros fazem o resto.
O ombro flutuante aparece também entre as indicações relativas de cirurgia da fratura do terço médio, ao lado da pele em risco e do politrauma; as absolutas são a fratura exposta e a lesão neurovascular.
Por que esta questão foi criada. A escápula e o ombro flutuante não caíram nas provas do acervo; a ideia da ligamentotaxia é a que mais se cobra.
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