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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Menino de 11 anos com fratura do acetábulo depois de um acidente de carro. Segundo o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children, é correto afirmar:

  1. a ressonância é recomendada em toda fratura do acetábulo da criança, e a cirurgia está indicada se a articulação estiver instável ou incongruente
  2. a tomografia com reconstrução 3D mede com precisão os fragmentos cartilaginosos da parede posterior
  3. o tratamento é sempre conservador antes do fechamento da cartilagem trirradiada
  4. a via iliofemoral estendida é a preferida, porque expõe as duas colunas sem risco
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Gabarito: A · a ressonância é recomendada em toda fratura do acetábulo da criança, e a cirurgia está indicada se a articulação estiver instável ou incongruente

Conceito-chave

A fratura do acetábulo é rara na criança: 2% a 17% das fraturas da pelve. Mas pode deixar sequela grave, e o Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 23) define dois objetivos: articulação congruente e estável, com a superfície articular anatômica, e cartilagem trirradiada alinhada, para o acetábulo continuar crescendo.

A imagem. A tomografia é o melhor exame para o osso, mas a reconstrução 3D subestima os fragmentos cartilaginosos, sobretudo da parede posterior. Por isso o capítulo recomenda a ressonância em toda fratura do acetábulo da criança: ela mostra o tamanho real da parede e é o melhor exame para ver o fechamento da trirradiada.

Quando operar. A indicação principal, qualquer que seja o padrão, é a articulação instável ou incongruente:

  • a instabilidade vem em geral de fratura das paredes posterior ou anterior;
  • a incongruência, de fragmentos ósseos ou partes moles dentro da articulação.

Sem desvio ou com desvio de até 2 mm, sobretudo fora do teto: repouso e marcha sem carga por 6 a 8 semanas na criança maior, ou gesso pelvipodálico na menor.

As vias. Coluna ou parede posterior: KOCHER-LANGENBECK; anterior: ilioinguinal. As vias laterais estendidas devem ser evitadas sempre que possível, pelo risco de desvascularizar o ilíaco e de ossificação heterotópica.

Por que esta questão foi criada. As provas cobraram a trirradiada pela idade de fusão (TARO 2017, `pediatria-0613`); a indicação cirúrgica da fratura do acetábulo, que define o tratamento, ficou como projeção.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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