Adolescente atropelado com fratura instável da pelve tem, na face lateral da coxa, uma área flutuante e mole, com a pele íntegra. O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children descreve essa lesão como
- hematoma subfascial simples, sem importância
- lesão de MOREL-LAVALLÉE, um desenluvamento interno em que pele e gordura se descolam do músculo
- síndrome compartimental da coxa
- hérnia muscular traumática
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Conceito-chave
A lesão de MOREL-LAVALLÉE é um desenluvamento interno: a pele e o tecido subcutâneo são arrancados de cima do músculo por um cisalhamento, sem abrir a pele, e o espaço que fica entre eles se enche de sangue e linfa. O Rockwood and Wilkins' Fractures in Children (cap. 23) a mostra como consequência de uma fratura instável da pelve (Fig. 23-2).
Ela aparece no exame que o capítulo pede para todo paciente com trauma pélvico, depois da avaliação inicial: inspecionar toda a pelve e o períneo, rolando a criança em bloco, à procura de feridas e equimoses. É ali, na face lateral do quadril ou da coxa, que a área mole e flutuante denuncia o descolamento.
A importância prática é que o espaço descolado pode se infectar e complicar as incisões de uma cirurgia na pelve. O exame do períneo, no mesmo momento, procura lacerações de vagina e reto (2% a 18% das crianças com fratura da pelve, mais nas fraturas expostas) e sinais de lesão urinária.
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram a classificação e as lesões associadas da fratura da pelve (TEPOP 2024, `pediatria-0947`); a lesão de partes moles que o capítulo ilustra ficou como projeção.
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