Na fratura fechada da diáfise do úmero da criança, a paralisia do nervo radial presente desde a chegada
- ocorre em cerca de 20% das crianças, como no adulto, e quase nunca se recupera sozinha
- ocorre em cerca de 5% das crianças, e a maioria (78 a 100%) recupera com observação
- exige placa e exploração do nervo nas primeiras 48 horas
- indica haste intramedular fechada, que permite ver o nervo
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Conceito-chave
A paralisia do nervo radial é a lesão nervosa clássica da fratura da diáfise do úmero, porque o nervo passa colado ao osso no sulco espiral, logo atrás da tuberosidade deltoide. O Rockwood crianças (cap. 19) dá os números:
- até 20% das fraturas no adulto e cerca de 5% na criança;
- recuperação com observação em 78 a 100%;
- quando a paralisia primária foi explorada cedo, o nervo quase sempre estava íntegro, só contundido ou esticado sobre os fragmentos.
O capítulo levanta uma hipótese para a criança ter menos lesão: o periósteo grosso protegeria o nervo de ser cortado ou preso no foco.
A conduta dos autores para a fratura fechada com alinhamento aceitável e paralisia desde a chegada é tratar a fratura sem cirurgia (tala de coaptação e depois órtese funcional) e acompanhar o nervo todo mês, procurando o TINEL que avança e a volta dos extensores do punho, depois dos dedos e do polegar. A exploração fica para 3 a 6 meses sem sinal de recuperação.
Quando a fratura precisa de cirurgia e há paralisia, o capítulo prefere a placa pela via lateral ou posterolateral, que mostra o nervo; a haste fechada não permite ver nem descomprimir o radial.
Por que esta questão foi criada. O nervo radial nunca caiu nas questões de pediatria do acervo, e a diferença de incidência entre criança e adulto é o tipo de número que a banca gosta. Projeção da seção da diáfise do resumo.
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