Adolescente de 14 anos sente estalo no ombro ao segurar um adversário; tem força de rotação interna fraca, teste de lift-off positivo e rotação externa passiva aumentada. A radiografia em AP é quase normal. O diagnóstico e a conduta, se houver desvio, são
- avulsão da tuberosidade menor; redução aberta e fixação, preservando o subescapular
- fratura da tuberosidade maior; tipoia
- luxação posterior do ombro; redução fechada
- lesão do manguito posterossuperior; fisioterapia
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Conceito-chave
A tuberosidade menor é onde se insere o subescapular, o rotador interno do ombro. No adolescente, uma contração forte do subescapular contra resistência pode arrancar a tuberosidade, e o resultado é uma lesão fácil de perder: a radiografia em AP quase não mostra o fragmento, que fica na frente.
O Rockwood crianças (cap. 19) descreve os sinais:
- rotação interna fraca;
- lift-off positivo (o paciente não consegue afastar a mão das costas);
- rotação externa passiva aumentada, porque o freio anterior se soltou.
O perfil axilar é obrigatório nas fraturas do úmero proximal justamente para não perder a tuberosidade menor ou uma luxação. Com desvio, o capítulo recomenda redução aberta e fixação pela via deltopeitoral, preservando a inserção do subescapular no fragmento e fixando-o com âncoras e fios fortes passados por baixo dele.
Por que esta questão foi criada. A banca cobra o úmero proximal pelo desvio e pela idade; a avulsão da tuberosidade menor é rara, mas o capítulo a destaca como lesão que passa despercebida. Projeção da seção de exame clínico do resumo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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