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Questão de Fraturas da clavícula e do úmero proximal na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da clavícula e do úmero proximal na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Recém-nascido de parto difícil não mexe o braço direito; a radiografia parece mostrar o úmero fora da glenoide. Segundo o Rockwood, o diagnóstico mais provável e o exame que ajuda são

  1. luxação congênita do ombro; tomografia
  2. pseudoluxação por descolamento fisário do úmero proximal; ultrassonografia
  3. paralisia obstétrica do plexo com luxação; eletroneuromiografia
  4. osteomielite do úmero proximal; cintilografia
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Gabarito: B · pseudoluxação por descolamento fisário do úmero proximal; ultrassonografia

Conceito-chave

No recém-nascido, a epífise proximal do úmero ainda não aparece na radiografia: o núcleo só fica visível por volta de 6 meses. Quando a fise se solta no parto, o que se vê é a metáfise afastada da glenoide, e a imagem imita uma luxação. O Rockwood crianças (cap. 19) chama isso de pseudoluxação: um descolamento fisário com a epífise não ossificada.

Como reconhecer:

  • o bebê tem dor, não mexe o braço (pseudoparalisia), às vezes há crepitação com movimento suave;
  • a radiografia mostra a metáfise fora de posição em relação à escápula e ao acrômio, melhor comparando com o outro lado;
  • no descolamento com desvio posterior, o pequeno núcleo epifisário, quando existe, some atrás da metáfise (o sinal da epífise que desaparece, Fig. 19-17);
  • a ultrassonografia mostra a cartilagem e a separação; a ressonância também serve, mas pede sedação.

O diferencial importante é a infecção (artrite séptica, osteomielite), porque põe a fise em risco, e a instabilidade do ombro na paralisia obstétrica. O tratamento da fratura de parto é simples: prender a manga ao corpo ou uma faixa, consolidação em 2 a 3 semanas, sem redução.

Por que esta questão foi criada. As provas perguntam o descolamento fisário pelo tipo de SALTER-HARRIS (TEOT 2021, `pediatria-0848`), mas o diagnóstico no recém-nascido, com a armadilha da falsa luxação, nunca caiu.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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