Recém-nascido de parto difícil não mexe o braço direito; a radiografia parece mostrar o úmero fora da glenoide. Segundo o Rockwood, o diagnóstico mais provável e o exame que ajuda são
- luxação congênita do ombro; tomografia
- pseudoluxação por descolamento fisário do úmero proximal; ultrassonografia
- paralisia obstétrica do plexo com luxação; eletroneuromiografia
- osteomielite do úmero proximal; cintilografia
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Conceito-chave
No recém-nascido, a epífise proximal do úmero ainda não aparece na radiografia: o núcleo só fica visível por volta de 6 meses. Quando a fise se solta no parto, o que se vê é a metáfise afastada da glenoide, e a imagem imita uma luxação. O Rockwood crianças (cap. 19) chama isso de pseudoluxação: um descolamento fisário com a epífise não ossificada.
Como reconhecer:
- o bebê tem dor, não mexe o braço (pseudoparalisia), às vezes há crepitação com movimento suave;
- a radiografia mostra a metáfise fora de posição em relação à escápula e ao acrômio, melhor comparando com o outro lado;
- no descolamento com desvio posterior, o pequeno núcleo epifisário, quando existe, some atrás da metáfise (o sinal da epífise que desaparece, Fig. 19-17);
- a ultrassonografia mostra a cartilagem e a separação; a ressonância também serve, mas pede sedação.
O diferencial importante é a infecção (artrite séptica, osteomielite), porque põe a fise em risco, e a instabilidade do ombro na paralisia obstétrica. O tratamento da fratura de parto é simples: prender a manga ao corpo ou uma faixa, consolidação em 2 a 3 semanas, sem redução.
Por que esta questão foi criada. As provas perguntam o descolamento fisário pelo tipo de SALTER-HARRIS (TEOT 2021, `pediatria-0848`), mas o diagnóstico no recém-nascido, com a armadilha da falsa luxação, nunca caiu.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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