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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (OrtoQuestões Simulados)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na fixação das fraturas do colo do fêmur da criança (DELBET II e III), segundo o Rockwood, a decisão sobre cruzar a fise e usar gesso pelvipodálico depende da idade. É correto afirmar:

  1. a fise nunca deve ser cruzada, em nenhuma idade, e o gesso é dispensável quando há parafusos
  2. abaixo de 10 anos cruza-se a fise de rotina, e acima de 12 usa-se sempre gesso
  3. abaixo de 10 anos tenta-se não cruzar a fise e usa-se gesso por pelo menos 6 semanas; acima de 12 a fixação pode cruzar a fise e dispensar o gesso; entre 10 e 12 decide-se pela estabilidade e pela adesão
  4. a idade não influencia: todos recebem parafusos de 7,3 mm cruzando a fise e órtese
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Gabarito: C · abaixo de 10 anos tenta-se não cruzar a fise e usa-se gesso por pelo menos 6 semanas; acima de 12 a fixação pode cruzar a fise e dispensar o gesso; entre 10 e 12 decide-se pela estabilidade e pela adesão

Conceito-chave

Na fratura do colo do fêmur da criança, duas metas brigam: proteger a fise e garantir uma fixação estável. O Rockwood (cap. 24) resolve a briga com uma regra simples: a estabilidade e a consolidação vêm primeiro, e a idade decide o resto.

O tamanho dos parafusos. Para o DELBET II, parafusos canulados de 4 a 4,5 mm até 8 anos; depois dos 8, de 6,5 ou 7,3 mm. Dois ou três, conforme o colo deixar, sempre com fio-guia e perfuração prévia.

Cruzar ou não a fise. No tipo II, se possível, não cruzar; mas na maioria das fraturas instáveis é preciso cruzar para ter estabilidade, porque as sequelas do fechamento fisário e do sobrecrescimento do trocânter são muito menores que as da pseudartrose e da necrose. No tipo III, em geral não é preciso cruzar.

O gesso, pela idade:

  • abaixo de 10 anos: tenta-se não cruzar a fise, e por isso usa-se gesso pelvipodálico por pelo menos 6 semanas, que essas crianças toleram bem;
  • acima de 12 anos: a fixação cruza a fise e é estável o bastante para dispensar o gesso (que, aliás, essa idade tolera mal);
  • 10 a 12 anos: depende da estabilidade da fixação e da adesão; na dúvida, gesso de um lado só.

Por que esta questão foi criada. As provas perguntaram a manobra de redução e o tratamento por tipo (TEOT 2022, TARO 2007), mas nunca a lógica da idade, que decide a cirurgia na prática.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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