Menino de 11 anos com coxa vara progressiva, ângulo cervicodiafisário de 100 graus e claudicação, 1 ano depois de fratura do colo do fêmur consolidada. Segundo o Rockwood, a conduta é
- osteotomia valgizante subtrocantérica, para refazer a relação entre o trocânter e a cabeça e devolver o braço de alavanca dos abdutores
- observar, porque toda coxa vara pós-fratura remodela com o crescimento
- epifisiodese do fêmur distal contralateral isolada
- artroplastia total do quadril
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Conceito-chave
A coxa vara é uma das complicações clássicas da fratura do quadril da criança. O Rockwood (cap. 24) dá a prevalência de 20 a 30%, bem menor nas séries com fixação interna depois da redução, e as causas: consolidação viciosa, necrose do colo, fechamento prematuro da fise ou a soma delas.
Por que ela atrapalha. Na coxa vara grave, o trocânter maior fica mais alto que o centro da cabeça: os abdutores perdem o braço de alavanca e ficam fracos, e o membro encurta. O resultado é uma claudicação importante.
Quando esperar. A consolidação viciosa pode remodelar se a criança tem menos de 8 anos ou se o ângulo cervicodiafisário é maior que 110 graus.
Quando operar. Na criança mais velha com deformidade progressiva, que não vai remodelar, considera-se a osteotomia valgizante subtrocantérica, para refazer a relação entre o trocânter e a cabeça, melhorar a discrepância e devolver o momento dos abdutores (Fig. 24-22 do livro).
Por que esta questão foi criada. O TARO 2020 (`pediatria-0721`) perguntou a coxa vara como complicação do DELBET IV, mas o tratamento e o limite de remodelação nunca foram cobrados.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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