Recém-nascido após parto difícil não mexe a perna direita; a radiografia mostra a metáfise femoral proximal subida, como numa luxação do quadril, e o pai pergunta se é displasia. Segundo o Rockwood, o exame que ajuda a diferenciar uma separação da fise femoral proximal é
- a cintilografia óssea, que mostra captação aumentada na fise
- a tomografia com reconstrução, que mostra a cabeça ossificada fora do acetábulo
- a artrografia imediata no berçário, sem anestesia
- a ultrassonografia, que mostra a cabeça cartilaginosa dentro do acetábulo separada da diáfise
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Conceito-chave
No recém-nascido a cabeça do fêmur ainda é cartilagem e não aparece na radiografia. Quando a fise proximal se separa num parto difícil, o que se vê é a metáfise subida, e a imagem imita uma luxação do quadril do desenvolvimento.
O Rockwood (cap. 24) chama essa lesão de excepcionalmente rara e manda desconfiar no recém-nascido de parto difícil que não mexe a perna. O diagnóstico diferencial inclui a artrite séptica e a displasia do desenvolvimento. O exame que resolve é a ultrassonografia: na separação fisária, a cabeça cartilaginosa continua dentro do acetábulo, mas desligada da diáfise; na luxação, a cabeça está fora. O ultrassom também mostra derrame, que pode ser aspirado: sangue sugere fratura; líquido seroso ou purulento, sinovite ou infecção. Sem história de trauma importante, a criança pequena com fratura do quadril pede investigação de maus-tratos.
O diagnóstico é perdido com facilidade quando não há história de trauma ou quando existe uma fratura da diáfise do fêmur no mesmo lado.
Por que esta questão foi criada. As provas cobram muito a DELBET da criança maior; a variante do recém-nascido, com o seu diferencial com a displasia, nunca caiu. Projeção da seção "A classificação de DELBET" do resumo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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