Sobre o desenvolvimento normal do quadril, segundo o Tachdjian, é correto:
- a articulação começa a se formar por volta da sétima semana, com uma fenda no mesênquima; as mesmas células pré-cartilaginosas formam a cabeça e o acetábulo até a 11ª semana; a concavidade do acetábulo é determinada pela cabeça, e o centro de ossificação da cabeça aparece entre o quarto e o sétimo mês
- a cabeça e o acetábulo nascem de tecidos mesenquimais diferentes
- o centro de ossificação da cabeça já está presente ao nascimento
- a forma do acetábulo é definida geneticamente, sem influência da cabeça
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Conceito-chave
O acetábulo não nasce côncavo por conta própria: ele toma a forma da cabeça que está dentro dele. Toda a lógica do tratamento da displasia depende dessa frase.
A embriologia, no Tachdjian (cap. 13, p. 425):
- A articulação começa por volta da sétima semana de gestação, quando aparece uma fenda no mesênquima do broto do membro.
- Essas células pré-cartilaginosas se diferenciam numa cabeça femoral e num acetábulo cartilaginosos completos até a 11ª semana. Cabeça e acetábulo vêm do mesmo tecido.
- A forma côncava do acetábulo é determinada pela estrutura que está dentro dele, a cabeça femoral. Uma falha da embriogênese produz anomalias maiores, como a deficiência femoral focal proximal.
Ao nascer. O acetábulo é todo cartilagem, com uma borda de fibrocartilagem (o lábio), contínua com as cartilagens trirradiadas que unem ílio, ísquio e púbis. O centro de ossificação da cabeça aparece entre o quarto e o sétimo mês de vida. Os ossos acetabulares secundários surgem mais tarde; o maior, o os acetabuli, por volta dos 8 anos, na parede anterior.
A consequência clínica. Se a cabeça não está centrada, o acetábulo não se aprofunda e a displasia progride. Por isso a redução concêntrica precoce é o centro do tratamento, e por isso o Tachdjian não espera o núcleo de ossificação aparecer para reduzir.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre a origem embrionária e o centro de ossificação.
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