Na hemimelia fibular, segundo os critérios de BIRCH citados no Tachdjian e no Campbell, qual situação favorece a amputação de SYME em vez do alongamento?
- discrepância prevista de 6 cm, pé plantígrado com cinco raios e tornozelo estável
- discrepância prevista de 25 cm ou mais, com valgo grave do tornozelo e pé deformado, não funcional
- qualquer caso com ausência completa da fíbula, independentemente do pé
- pé com quatro raios e discrepância de 4%, sem deformidade do tornozelo
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Diante de uma criança com hemimelia fibular, a pergunta mais difícil não é técnica. É quase filosófica: tentar salvar o pé, com anos de alongamentos, ou amputá-lo cedo e dar uma prótese que funciona muito bem? Os critérios de BIRCH ajudam a tirar essa decisão do achismo.
O que importa: o pé e a discrepância. BIRCH percebeu que as classificações antigas olhavam a fíbula, quando o que decide é o pé e o encurtamento total do membro. Numa série de 104 pacientes, mais da metade dos que não tinham fíbula nenhuma teve o membro salvo; o fator que mais pesou foi o pé. O pé funcional é o que é ou pode ficar plantígrado e tem três raios ou mais (Tachdjian, cap. 21; Campbell, cap. 29, Tabela 29.3).
Os dois extremos do Tachdjian.
- Amputação de SYME ou de BOYD com prótese: discrepância prevista na maturidade de 25 cm ou mais, com valgo grave do tornozelo e pé deformado.
- Alongamento, com ou sem epifisiodese: discrepância prevista de 8 cm ou menos, pé plantígrado funcional com quatro raios ou mais e tornozelo estável e móvel.
Entre os extremos, a decisão é individual: número de alongamentos, dificuldade da reconstrução e o que a família deseja depois de conversar com cirurgiões das duas escolas e com outras famílias.
O que mostram os estudos. McCARTHY comparou os dois caminhos: os amputados, embora mais graves, tiveram mais função, menos dor e menos complicações; NAUDIE viu muitas complicações nos alongamentos pelo ILIZAROV; os jovens adultos amputados de BIRCH correm, trabalham e se divertem como a população geral. A exceção importante: se o membro superior também for deficiente e o pé puder substituir a mão, não se amputa o pé.
Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção, que cobra a decisão de tratamento, tema que o TARO toca nas classificações da hemimelia fibular. O resumo Deficiências dos membros na criança traz os critérios lado a lado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo